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Consultas de CPFs para vendas a prazo no comércio crescem 2,8%

O número de consultas de Cadastro de Pessoas Físicas – CPFs – para vendas a prazo no comércio varejista brasileiro aumentou 2,8% em 2018 na comparação com o ano anterior, aponta o Indicador de Atividade do Varejo, lançado este mês pela Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Esta é a maior alta para o mês de dezembro desde 2014, quando o aumento foi de 2,2%.

O indicador é um termômetro da intenção de compras a prazo por parte do consumidor e abrange os segmentos de supermercados, lojas de roupas, calçados e acessórios, móveis e eletrodomésticos.

Segundo o SPC Brasil, a taxa confirma a tendência de retomada do varejo, mesmo que o volume das vendas não tenha alcançado patamares anteriores à crise.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do terceiro trimestre de 2018 mostraram avanço de 3,3% no Produto Interno Bruto (PIB) do comércio acumulado de quatro semestres.

“A melhora dos níveis de confiança e o clima de otimismo para uma retomada mais forte da economia ajudaram a impulsionar a atividade varejista.

Mesmo considerando apenas uma parcela das vendas, aquelas feitas a prazo, o indicador sugere avanço das vendas do varejo ao longo do último ano”, disse a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Edição: Kleber Sampaio

Aeroportos de João Pessoa e Campina Grande serão leiloados em 2019

  • Aeroporto João Suassuna e mais 11 serão leiloados em março

O novo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, confirmou nesta quarta-feira (02) o leilão de 12 aeroportos brasileiros na 5ª rodada de licitação para o dia 15 de março. Dentre os aeroportos que irão para o leilão em março estão o Aeroporto Castro Pinto, em João Pessoa, e o Aeroporto João Suassuna, em Campina Grande.

A arrecadação mínima com o leilão dos 12 terminais será de R$ 219 milhões. Esse valor deve ser pago à vista. Ao longo da concessão ainda devem ser pagos R$ 2,1 bilhões em outorga.

Tarcísio Freitas afirmou que o governo pretende conceder toda a rede de aeroportos da Infraero em até três anos e meio, assim que foi anunciado ministro da Infraestrutura.

Depois da realização da 5ª rodada de leilão dos aeroportos deverá ser anunciada a 6ª rodada, dividida também em três blocos.

Chilena Sonda amplia investimentos na Unifacisa

A chilena Sonda, maior empresa de TI da América Latina, aprovou um plano de investimentos de R$ 1,4 bilhão para a América Latina nos próximos três anos. Segundo matéria publicada na IstoÉ Dinheiro, o Brasil deverá receber boa parte desse recurso para os dois centros de inovação em Joinville (SC) e Campina Grande (PB).

Unifacisa campina grande

Em Campina Grande, a CTIS, empresa do grupo Sonda, está instalada na Unifacisa e de acordo com o coordenador do LTI da Instituição, o Centro Universitário foi escolhido pela qualidade técnica dos alunos, infraestrutura e por Campina Grande ser hoje um celeiro de profissionais de tecnologia. A cidade atrai investimentos de multinacionais em projetos de pesquisa e é referência regional na área de tecnologia.

A expectativa é que a procura por profissionais na área de TI chegue a duplicar nas cidades que irão receber os investimentos.

“Sabemos que existe uma alta empregabilidade na área de TI mesmo durante a graduação. As oportunidades de emprego são um reflexo de um mercado extremamente aquecido e em constante crescimento. Os alunos de Sistemas de Informação têm um verdadeiro ecossistema que permite o aprendizado prático e teórico durante o curso, não apenas com estágios, mas com empregos diretos, pois já temos alunos que foram contratados pela própria Sonda” destacou Daniel Abella.
Ele afirmou ainda que outras empresas de software estão instaladas na Instituição, ampliando a oportunidade na área.

“Dentro das instalações da Unifacisa, além da Sonda também temos a Conductor e a Accenture, ou seja, é uma expectativa de mais de 700 vagas de emprego dentro da instituição para este ano, proporcionando ao nosso aluno uma empregabilidade de 100%”, concluiu.

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Transporte público em crise (Artigo)

Há anos que o transporte público nas principais cidades brasileiras está em crise, apesar da existência de inúmeros projetos e planos de ação para a resolução do problema, sem contar a Lei de Mobilidade Urbana, sancionada em 2012, e, até hoje, sem resultados práticos e mais uma vez prorrogada, agora para abril de 2019. Essa crise não pode ser ignorada pela sociedade, ainda mais que as estatísticas denunciam o crescimento das perdas de demanda, os aumentos tarifários superiores ao poder de compra da população, a má qualidade dos serviços, a redução da velocidade comercial decorrente dos congestionamentos e a deficiência na mobilidade urbana.

Ademais, pesquisas recentes mostram que apenas 32% dos brasileiros se locomovem por meio de transportes públicos, ou seja, ônibus, trens e metrôs. O restante da população utiliza o automóvel, a bicicleta, a motocicleta, a tração animal ou anda a pé.

Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transporte de Passageiros (NTU), a cada dia, mais e mais pessoas deixam de andar de ônibus, situação que acarreta numa perda de 3,6 milhões de passageiros por dia, em todo o país. Nos últimos vinte anos, o sistema brasileiro de transporte público por ônibus perdeu 36% de seus passageiros pagantes. Já os trens suburbanos e metrôs não vêm apresentando os crescimentos esperados para suas potencialidades como transporte de massa. Para agravar ainda mais a crise, 63% das cidades com mais de 300 mil habitantes possuem transporte ilegal, que, de forma preocupante, crescem a cada dia.

Um estudo da Associação Nacional de Transportes Públicos prevê que a falta de investimentos no transporte público, no curto prazo, duplicará o nível atual dos congestionamentos nos próximos dez anos, com severas perdas de tempo para as pessoas, além de aumentar os acidentes e a poluição nas grandes cidades.

Certamente, a solução para os problemas do transporte público nas RM brasileiras não depende de competência técnica, mas de vontade política. De um modo geral, a mudança do quadro atual somente poderá ocorrer por meio de pesados investimentos em infraestrutura de transporte, tais como em corredores exclusivos para os ônibus urbanos, terminais intermodais, estacionamentos centrais, metrôs, trens urbanos, veículos leves sobre trilhos, viadutos, vias subterrâneas ou mergulhões, entre outros.

De acordo com monitoramentos realizados pela NTU, atualmente, no país, existem 330 empreendimentos de transporte público por ônibus que podem ser classificados como travados, que somam quase 3 mil quilômetros de vias (90 sistemas BRT, 194 corredores de ônibus e 46 faixas exclusivas). Dos projetos prioritários sobre trilhos, entre 2017 e 2018, somente ocorreu a inauguração da Linha 2 do Metrô de Salvador (trecho Aeroporto-Acesso Norte).

Para que os investimentos em transporte público sejam exequíveis, há a necessidade de incentivos tributários e fiscais, associados a linhas de financiamento acessíveis para o setor, além de uma política de transporte público competente, planejada, integrada, física e tarifariamen-te, apartidária e continuada ao longo dos governos. Tudo isso possibilitaria um futuro melhor para as populações das regiões metropolitanas.

transporte público é essencial para as cidades de médio e grande porte e deve ser considerado como uma necessidade humana básica, uma vez que é o único serviço que participa de todas as atividades da sociedade e afeta as pessoas todos os dias. Por isso, a Declaração Universal dos Direitos Humanos preconiza a igualdade entre os cidadãos quanto ao acesso aos serviços públicos de seus países, inclusive o transporte público. Entretanto, isso não vem sendo suficiente para sensibilizar os governantes no país. Penso que somente uma pressão permanente da sociedade organizada poderá mostrar aos governantes as necessidades da população.

* Autor: Marcos Quintella

Doutor em Engenharia de Produção pela Coppe/UFRJ; mestre em Transportes pelo IME e professor da FGV

Com feriados, varejo pode perder R$ 7,6 bi em vendas em 2019

Por conta dos feriados nacionais, o varejo brasileiro pode deixar de faturar R$ 7,6 bilhões em 2019. A estimativa é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Por conta dos feriados nacionais, o varejo brasileiro pode deixar de faturar R$ 7,6 bilhões em 2019. A estimativa é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

O montante, no entanto, representa apenas 0,4% de tudo o que o varejo fatura em um ano ou representa um dia e meio do comércio completamente fechado.

LEIA MAIS: Feriados desaceleram vendas do varejo paulistano

Segundo a entidade, esse valor é 32% inferior ao estimado em 2018 – R$ 11,2 bilhões – porque este ano haverá menos feriados e fins de semana prolongados.

No ano passado, os feriados e fins de semana prolongados somaram 15 dias no total. Este ano serão dez dias. Nessa conta foram desconsiderados os feriados municipais e estaduais.

O setor que deve ser mais prejudicado com os feriados este ano é o de outras atividades (combustíveis, joias e relógios e artigos de papelaria, entre outros), que pode perder R$ 3,6 bilhões em 2019, segundo a Fecomércio.

Já a atividade de supermercados pode perder R$ 1,93 bilhão; a de farmácias e perfumarias R$ 1,1 bilhão; a de vestuário, tecidos e calçados R$ 801 milhões e a de móveis e decoração, R$ 620 milhões. 

FOTOS: Tânia Rego/Agência Brasil 

Tecnologia permite comprar em loja física e pagar pelo celular

A partir deste mês, os clientes do Carrefour Express da Torre Z (Zona Sul da capital paulista), serão os primeiros a  realizar suas compras pela loja física sem passar pelo caixa, através da tecnologia Scan & Go

Testada ao longo de 2018, o novo serviço consiste em um aplicativo que permite ler o código de barras dos produtos utilizando a câmera do celular, criando uma cesta virtual para pagamento com cartão de crédito no próprio app. Ao final, basta apresentar o comprovante na tela do celular para um colaborador e colocar os produtos na sacola.

Bolsa fecha na máxima histórica em primeiro pregão no governo Bolsonaro

BOLSA EM QUEDAAs perspectivas positivas para a economia no governo Jair Bolsonaro embalaram o Ibovespaprincipal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, nesta quarta-feira, 2. Impulsionada pelo noticiário político positivo, a Bolsa terminou o dia em valorização de 3,56%, aos 91.012 pontos, em seu maior valor nominal de fechamento na história. Na máxima do dia, perto das 15h, o Ibovespa chegou a avançar 4,07%, aos 91.478,84 pontos.


Já o dólar seguiu o bom humor no cenário local e fechou o dia em baixa de 1,83%, cotado a R$ 3,8046.

Com um noticiário robusto, um dos destaques de alta do pregão foram os papéis da Eletrobrás, que dispararam nesta tarde.  As ações ordinárias da estatal avançaram 20,72% e as preferenciais 14,52%.


As declarações do ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque, de que o governo do presidente Jair Bolsonaro dará continuidade ao processo de privatização da Eletrobrás impulsionaram a alta dos papéis. Além disso, Wilson Ferreira Junior confirmou o convite para permanecer na presidência da Eletrobrás, o que deu ainda mais força para a subida dos preços.

Segundo um operador, os motivos que influenciaram no bom desempenho generalizado dos ativos locais foram as sinalizações de continuidade da agenda de privatizações, expectativas de avanço das reformas, principalmente a da Previdência, e o apoio do PSL, partido de Bolsonaro, à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a Presidência da Câmara, o que deve facilitar a aprovação na Casa de pautas importantes para o governo.

Para analistas de renda variável, os investidores – em sua maioria locais – trabalham com sinais positivos para a economia brasileira que têm como base tanto as prévias para os indicadores de atividade quanto o otimismo que permeia as ações pró-mercado do novo governo.

“A inflação está muito comportada, as vendas de Natal foram melhores e há redução (mesmo que leve) da taxa de desemprego. Essa cesta mostra que podemos ter uma situação economicamente melhor no decorrer do ano”, nota Marco Tulli, gestor de renda variável da Coinvalores.

Na avaliação de Raphael Figueredo, da Eleven Financial Research, a Bolsa brasileira ainda vive uma dicotomia, com os investidores domésticos comprados em contraposição aos estrangeiros que estão fora do mercado acionário brasileiro – ainda como observadores e com os olhos voltados para questões externas.

“Enquanto o mundo está preocupado com a China, o Brasil vai se descolando de seus pares no mercado de ações e na moeda por causa do momento político. Ontem a fala pró-mercado de Bolsonaro deu o tom que ajuda a ancorar expectativas”, disse.

Do ponto de vista político, também ressalta Tulli, a sinalização do governo de Jair Bolsonaro em relação a um bom relacionamento com o Congresso Nacional também anima uma vez que o Executivo depende do Legislativo em reformas importantes, como a da Previdência e a tributária.

Hoje pela manhã, ao assumir oficialmente o cargo, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, sugeriu um “pacto de amor pelo Brasil” entre governo e oposição para aprovar reformas. “É importante pedir aqui um pacto político entre governo e oposição. Não é possível que a oposição não possa compreender a capacidade de primeiro olhar para o Brasil, para as famílias e para o presente”, discursou.

Altas

Apesar de preocupações sobre o crescimento global, após dados apontando para uma desaceleração da economia chinesa, as ações da Petrobrás viraram, acompanhando a forte guinada nos preços do petróleo, que passaram a subir mais de 2%. Nesse contexto, as ações da estatal fecharam em alta de 6,08% (PN) e 4,92% (ON). Segundo analistas, a súbita virada no movimento dos preços foi derivada de informações de que a produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) teria tido, em dezembro, o maior recuo dos últimos dois anos, puxado pela Arábia Saudita.

Na esteira da política mais favorável à liberação da posse de arma do novo governo, as ações da Forjas Taurus tiveram as maiores altas do mercado nesta quarta-feira, com saltos de 50,52% (ON) e 47,65% (PN).

Pouco antes de ser empossado, o presidente Jair Bolsonaro (PSL), afirmou via Twitter que liberará a posse de arma de fogo por meio de um decreto, assim como tornará o registro da arma definitivo.


Integração temporal no transporte coletivo de Campina Grande

A partir do dia 10 deste mês, os consórcios que operam o serviço de transporte público coletivo de Campina Grande devem operar oferecendo o serviço de integração temporal aos passageiros. A decisão foi tomada por ocasião da última reunião do Conselho Municipal de Transportes Públicos – COMUTP.

Com essa medida, os usuários do sistema poderão integrar entre uma linha e outra dentro de um espaço de tempo que será anunciado no dia 08 (terça-feira). Atualmente, a integração só é permitida no terminal instalado no centro da cidade.

A Integração Temporal se propõe a reduzir o tempo de viagem do passageiro, uma vez que em muitas situações ele não precisará se deslocar até o centro da cidade para fazer a integração.

Por outro lado, as empresas esperam, com essa medida, atrair um maior número de passageiros para o sistema. É possível, também, que nos próximos dias a tarifa do serviço tenha dois valores, sendo um de menor menor valor para quem usa o cartão eletrônico, a fim de diminuir a circulação de dinheiro no interior do ônibus e as empresas não tenham que contratar “cobradores”, como quer o Ministério Público do Trabalho.